19 de mai de 2014

A segunda turma do Projeto InterAção oferece o curso Aprendizado em Mecânica de Máquinas Agrícolas, e também conta com a participação semanal de três educadores do Grupo Faz de Conta: Angie Mendonça, Camila Merola e Vinício Coeli. Eles  desenvolvem um trabalho com os alunos tendo como referência três eixos: AMBIENTAL, ARTÍSTICO E SOCIAL.

O EIXO AMBIENTAL aborda temáticas relacionadas à Ecologia Humana, mostrando como o ser humano utiliza o meio ambiente e quais são as consequências desta exploração. Aspectos relacionados à extração de matéria prima, formas de beneficiamento, processos produtivos, qualidade de vida, economia de mercado e descarte de materiais estão presentes durante todo o curso como conceitos fomentadores.

 
Dentro desta perspectiva, o grupo propõe a melhoria da gestão e conscientização a respeito do descarte de lixo na sede do SENAI Araguari, buscando conscientizar e estimular a prática dos funcionários, professores e alunos. Mais um foco do grupo está sendo a destinação adequada dos resíduos de madeira da sede da Maqnelson em Araguari. Outra atividade proposta foi a coleta ativa, onde o grupo realiza um evento de coleta de lixo concomitante com ações educativas em locais de acúmulo indevido de lixo. Como forma de angariar fundos para a Casa do Caminho e para outras ações a serem realizadas,o grupo está organizando uma MACARRONADA BENEFICENTE que acontecerá dia 01/06. Esta ação é também um exercício da economia solidária e ajuda ao próximo

O EIXO ARTÍSTICO ampara a possibilidade dos alunos de se redescobrirem através da arte. Dentro desta proposta, os discentes escolheram se expressar através do teatro para tratar de um assunto delicado entre um público de idade similar: a violência física e verbal entre estudantes, o pré-conceito sofrido dentro da escola que pode causar traumas elencados por toda a vida – o famoso bullying.
 
O espetáculo que está sendo montado durante as aulas já tende pelo título de “Pedro, você tá aí?” e será apresentado em escolas públicas de ensino fundamental e médio, como também em praças e espaços públicos. Para além do bullying, essa peça levanta questões a cerca do uso inconsciente das redes sociais e os prejuízos que podem acarretar no desenvolvimento do adolescente.

Entre outras, foi proposta a atividade “Seguir e ser seguido, ver e ser visto” que instiga os alunos a se deslocarem pelo espaço ao comando de um mestre que revezava entre eles. As possibilidades de locomoção já tinham sido trabalhadas em sala de aula quando fomos ocupar as ruas de Araguari.




 Mais que conscientizar sobre o corpo, o movimento e o espaço, saber revezar o comando do jogo, ativar o campo energético, expandir a concentração coletiva, os estudantes se colocaram em situações de exposição para transeuntes, e souberam romper com fortes traços de insegurança e timidez, portando-se altivos e confiantes do seu espaço no mundo: fortes, grandes e potentes, nem melhores, nem piores que ninguém.



 O EIXO SOCIAL, assim como todo o trabalho realizado independentemente das divisões grupais, trabalha a conscientização e exercício da nossa identidade enquanto seres interdependentes, ligados entre si e responsáveis uns pelos outros. Os alunos que escolheram fazer parte deste eixo demonstraram interesse por continuar auxiliando a Instituição Casa do Caminho, atividade que foi iniciada pelo primeiro grupo do Projeto InterAção, e durante as aulas e discussões fomentadas mostraram-se fortemente sensibilizados pela qualidade de vida diária das pessoas que apresentam alguma deficiência física e utilizam a cadeira de rodas, os “cadeirantes”. Através de uma extensa pesquisa, visitamos locais, vias e transporte públicos, bancos, cartórios e estabelecimentos de lazer, quando concluímos que estes não cumpriam o que exige a lei: acessibilidade à todas as pessoas. Os alunos experimentaram esta vivência na pele, tentando locomover-se pela cidade utilizando a cadeira de rodas e se indignaram com a falta a inadequação do acesso em Araguari, o que prejudica de forma importante a qualidade de vida dos cadeirantes. Entrevistamos alguns deles, cujos depoimentos nos comoveram e nos estimularam a fazer um vídeo-denuncia o qual será divulgado nas mídias da cidade e levado à Prefeitura de Araguari como forma de exigir o que está proposto por lei: a liberdade de ir e vir, direito de todos nós.




















Os três eixos apresentam um resultado em comum: permite perceber a transformação nos educadores e cada um dos alunos, que ao se colocar no lugar do outro, através da intenção de ajudar, amplia e aprofunda o verdadeiro sentido da vida!

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